Rossio: acampada recusa saída e comerciantes defendem Mercado de Natal na praça
Manifestantes rejeitam a transferência para três locais propostos pela Câmara de Lisboa. Preparação do Mercado de Natal fica sem solução acordada.
3 de novembro de 2026 | Redação Portugal.
A reunião de 3 de novembro
A Câmara Municipal de Lisboa recebeu representantes da Acampada de Lisboa para discutir a coexistência da manifestação pela habitação e do Mercado de Natal no Rossio. Propôs transferir o protesto para o Largo de São Domingos, o Martim Moniz ou os Restauradores. A organização rejeitou as alternativas e insiste em permanecer na praça. Segundo a autarquia, os comerciantes da Baixa defendem que o mercado se mantenha no local habitual.
Um mercado com data de abertura
A abertura do Mercado de Natal está prevista para 13 de novembro. A montagem das bancas deveria começar hoje, mas a localização continua em disputa. A situação envolve comerciantes, trabalhadores, fornecedores e visitantes. Não há avaliação pública suficiente para afirmar quantos empregos ou receitas estão em risco: isso terá de ser apurado junto das entidades responsáveis.
Os limites da sentença judicial
A decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa protege a situação individual de uma manifestante, Renata Cambra, quanto a uma tenda simbólica de protesto até 24 de novembro. Não constitui licença judicial para ocupar coletivamente o Rossio sem limites. O desafio institucional é conciliar o direito à manifestação com o uso público e comercial do espaço, sem tratar reivindicações legítimas ou pequenos comerciantes como inimigos.
O que falta esclarecer
A Câmara deve explicitar se irá negociar uma solução de coexistência, se manterá os locais alternativos e que medidas tomará para minimizar prejuízos. A direção do mercado e os representantes comerciais devem apresentar dados verificáveis. Não foram documentadas agressões físicas a comerciantes na reunião de hoje; a disputa confirmada é sobre o uso da praça.
O que sabemos e o que falta confirmar
A Câmara deve explicitar se irá negociar uma solução de coexistência, se manterá os locais alternativos e que medidas tomará para minimizar prejuízos. A direção do mercado e os representantes comerciais devem apresentar dados verificáveis. Não foram documentadas agressões físicas a comerciantes na reunião de hoje; a disputa confirmada é sobre o uso da praça.
Fontes
- https://rr.pt/noticia/pais/2026/11/03/acampada-recusa-abandonar-rossio-comerciantes-querem-mercado-de-natal-na-praca/491922/
- https://www.dn.pt/sociedade/cmara-de-lisboa-props-trs-locais-alternativos-para-acampada-de-forma-a-permitir-mercado-de-natal-no-rossio
Perguntas frequentes
Que aconteceu hoje? A Câmara Municipal de Lisboa recebeu representantes da Acampada de Lisboa para discutir a coexistência da manifestação pela habitação e do Mercado de Natal no Rossio. Propôs transferir o protesto para o Largo de São Domingos, o Martim Moniz ou os Restauradores. A organização rejeitou as alternativas
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